Vacina da dengue não imuniza 100% contra a doença e medidas de combate devem continuar sendo realizadas

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Com o início da vacinação contra a dengue, no próximo mês de março, volta o debate sobre a eficácia do medicamento contra a infecção do vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. O imunizante, também conhecida como Qdenga, foi produzido pelo laboratório japonês Takeda. “A vacina é um tetravalente produzido a partir do vírus vivo atenuado, ou seja, mais fraco e incapaz de desencadear a doença. Nessa condição, a resposta do sistema imunológico pode ser melhor, funcionando na defesa do corpo humano nos casos de infecção pela dengue”, explica a biomédica Tatiana Oliveira, coordenadora do curso de biomedicina da Faculdade Uninta Fortaleza.

Apesar da vacina ser indicada para pessoas entre 9 e 45 anos, por conta do número restrito de vacinas ofertado pelo laboratório, a vacinação iniciará por públicos prioritários. Nesta primeira fase, o público alvo será composto de crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, que moram em regiões com alto índice de infecções da doença, e tomarão 2 doses da vacina em um intervalo de 90 dias entre elas. Tatiana Oliveira ressalta que, como qualquer medicamento ou vacina, o paciente pode vir a apresentar efeitos colaterais, mesmo não ocorrendo com todas as pessoas. “Esses efeitos podem ser febres, dor de cabeça, inchaço, vermelhidão e hematoma no local aplicado. Porém, é importante não deixar de tomar a vacina que conta com um alto nível de eficácia”, afirma a biomédica.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer vacina contra a dengue no sistema público de saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), a Qdenga demonstrou eficácia de 69,8% contra a DENV-1, 95,1% contra a DENV-2 e 48,9% contra a DENV-3, sorotipos existentes da dengue. Além disso, também foi comprovada a eficácia da vacina em 84,1% dos casos de hospitalizações ocorridas por dengue confirmada laboratorialmente. Mesmo com alto índice de eficácia, a vacina não imuniza 100%, portanto os cuidados no combate da dengue devem continuar a ser realizados. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 75% dos focos de dengue são em ambientes particulares, o que faz a participação da população ser imprescindível para a diminuição dos casos de infeção. A vacinação e a prevenção são estratégias complementares no combate à dengue.

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